Nos medos irracionais dou de caras com o sentimento. Na insegurança de (não) ser, encontro-me perdida de novo.
A teimosia de minh'alma faz-me sofrer sem necessidade. A persistência do peito faz-me chorar a vida sem razão.
Porque não sei eu resumir-me à quietude? Poderia eu estar em paz, em meu canto solitário que tão feliz me faz. Mas não!, o ser que me habita nunca se satisfaz. Procura sempre mais; procura amor, procura dor, procura paz e desgraça, procura conforto no desconforto e felicidade num alguém alheio.
Porquê?
Pergunto ao meu eu o porquê de querer o tudo que leva ao nada e ele pergunta-me tanta coisa para a qual não tenho resposta, que me atormenta.
Perco o sono, perco a razão, perco o tino e o sentido e substituo toda a racionalidade por palavras feias no papel, nós na garganta e vontades incontroláveis de (me) abandonar.
Não tenho mais força para a alma. Não tenho mais corpo para ela. Não tenho mais ar para seus devaneios.
Queria livrar-me de preocupações com o terceiro, da raiva de mim e dele, do medo de nós e do pânico de um nós não existente.
Nos momentos imperfeitos passados acompanhados, tudo parece perfeito. Depois, volto a mim.
Volto a chorar amores que não existem, a chorar a alma, a chorar o peito.
Choro-me a mim para não chorar ninguém.
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