Todo o recomeço é uma bênção, mas nem sempre a bênção é abençoada. Mas de que importa isso? Eu não creio em tais coisas.
Talvez acredite na vida contínua, pontuada pela experiência. E agrada-me esta continuidade.
Gosto de caminhos sem direções, de desconhecidos e labirintos. Gosto de um qualquer coisa que me provoque ansiedade no peito; Falta o ar, falta a certeza e tudo isso me conforta.
Falta-me ainda a paciência, mas, ainda assim, aguardo pacientemente por algo que poderá chegar.
Sem medos vou, receosa.
Sem sentimento vou, emotiva.
Vivo a emoção de poder ver nascer aquilo que não existe ainda e que poderá nunca existir. E essa sensação e expectativa dá-me o animo da vida.
A possibilidade de reconhecer uma alma numa cara estranha; a incerteza de reconhecer uma respiração num corpo desconhecido; a sensação de reconhecer um perfume natural num alguém estranho!
Como é bela a vida!, até a que ainda não vivemos!
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