quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Excerto Desamoroso

Num suspiro solitário entre a respiração acelerada (re)encontro-te.
Entre mãos frágeis e pernas bambas (re)toco-te.
No meio das desgraças apaixonadas (re)vejo o nosso, e tão só meu, amor.
Disseram-me que não há paixão, mas que te amo. Quanto (des)conforto numa só frase!
Mil alegrias me dá a ausência de paixão. Não há falta de apetite, atração incontrolável, nem sorrisos disparatados. Mil desgostos me dá o amoroso desastre que serás sempre em meu coração - e pior: em minh'alma!
Poderia (e deveria) continuar a disparatar no papel, em vez de me matar em mim. Mas não posso, não quero, não ouso.
Morrerei, então, em mim - antes que morra em ti.

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