Que nada mais belo há que um amor que não existe e uma alma cheia de pecados maravilhosos e tentadores.
Meu ser não te é vivo, minh'alma jamais conhecerás e, ainda assim, todo meu coração bate por ti.
Pareço louca, doida varrida, mas que importa isso? A incompreensão de outrem me não assusta e a insanidade que me julgam, ah, nunca tão indiferente me foi.
Só tenho pena, dó, daqueles infelizes que nunca sentirão este meu amor. Incomparável, inigualável, inquebrável e tão verdadeiro. Porém, temo-o. Temo esgotar todo o sentimento num alguém longínquo que jamais lembrará meu nome ou conhecerá meu beijo. Temo não ter sentimento, ou tempo sequer, para meu coração viver por um corpo que acompanha meu dia-a-dia.
Ah, que infortúnio! De todos os desejos, és o único irrealizável e aquele que só quero realizar.
Meu amor, ai, pobre de mim que vivo por teu olhar, morro por teu corpo e sinto-me na desgraça de te não ter.
Oh, meu amor, que nunca serei um completo ser, pois nunca me amarás, mas meu coração só te será; eternamente, infinitamente, somente - teu.
Meus deus!, que me leio a desgraça, me perco no impossível que sinto e em teu, tão odiável, ser! Sim, que tudo em ti há para odiar e, ainda assim, tudo em ti me apaixona.
Escrevo, infinitamente, cartas de amor ridículas*, como todas as cartas de amor devem ser*. Nunca as lerás e, talvez, essa seja a maior felicidade no meio de todo este tormento amoroso.
Oh, perdoa-me - o amor, a paixão, o coração, a sinceridade.
Oh, meu amor, perdoa-me e, por favor, ama-me, como se o impossível fosse, agora, possível; ama-me como se o tempo não passasse; ama-me como se a distância não existisse; ama-me o corpo, a alma... o ser!
* Referências a FP
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