A incerteza futura de todas as certezas passadas.
O medo de perder o que jamais será meu e a angústia de ter o que tenho.
Ai, como amo e desprezo a vida que vivo!
Ai, que choro de mágoa e magoa-me a alma a paixão que sinto.
Oh, que sorrio na esperança e esperançosamente me engano.
Já fui feliz, enquanto julguei possível te querer, te amar, te beijar. E mais feliz fui ao pensar nessa possibilidade como um acontecimento certo.
Hoje, abraçada pela solidão, na noite fria em que o verão se despede, alegria é tudo o que não sinto.
Oh, que desespero! Porque, meu amor, já te amo e nunca te terei...! Amo-te já e nunca to direi...! Que desgraça a minha, que infortúnio o meu...
Aquela que sonhou ser livre e livre amar, prende-se hoje num amor desastroso ao qual não consegue fugir.
Oh, que pareço uma alma desolada, perturbada e desequilibrada, mas, na realidade, apenas sou alma maior que corpo e sonho maior de mundo.
Peço(-te) ao destino e se o destino (me) falhar nada mais poderei ter, querer, sonhar.
Oh, que se o destino não me te trouxer, ficarei, só de amor, só com minh'alma, aturando meu insuportável coração.
Oh, que ficarei só, acompanhada de corpos banais que buscam prazer.
Oh, ficarei, só, com meu amor por ti.
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