Não sei quem sou, nem o que quero ser.
Não sei para onde ir, nem sequer sei onde estou.
Perco-me em mim em busca de mim própria; E perco-me infinitamente no abismo de minha alma.
Ai, que desespero!
As regras que toda uma sociedade me impõe, a pressão de ser mais e maior, a exigência de ser um alguém que não sou e jamais serei...
No meio da confusão, já não sou grande, nem mais luto. Deixo-me caída no pensamento de um qualquer coisa que não sei bem o que é.
E vagueio, apática, por entre ruas, sem saída, deste mundo que não é o meu.
Não sonho mais, não mais ambiciono e já nem caminhos grandiosos me traço.
Desisto.
Desisto de mim e de minha falsa felicidade.
Ah, que não tenho já força para conquistar o impossível, nem amar o que não há.
Oh, que me viverei descontente, até que este para sempre acabe, em mim.
Escreverei - como sei - até ao fim, numa tentativa inútil de ignorar meu pensamento desastroso do amanhã.
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