Todo o amor improvável de uma vida.
Todos os sonhos nunca sonhados e impossíveis de esquecer.
Vivi sem esperanças, ilusões, desilusões.Vivi sem amores, remorsos e vida.
Hoje, perco-me no pensamento amoroso da vida e no amor pensado. Hoje, perco-me em ti.
Oh sim, em ti. Em ti que sempre estiveste e foste. Em ti que nunca me foste e nunca me estiveste.
Não há palavras suficientes para o sentimento nunca sentido. Não há dias suficientes para amar o infinito. E não há tempo, não há tempo para te amar.
Tu que tens universo no olhar, mistério no sorriso e um vazio no peito. Oh, não há tempo para te amar.
Perderia a eternidade em ti, bem como sua noção, mas não a tenho já.
Perde-me-ia em ti, se ainda minha fosse. Há muito que me perdi em mim, que me desencontrei de meu ser e desvairei no meio de minha infinidade.
Julgo-me somente um sentimento. Ah, sim, toda eu sou um sentimento: um sentimento chamado "não sei".
Não te sei, não me sei, não nos sei.
O momento infinitamente terminado nas areias do tempo, o momento que sou e o momento em que te serei. Momentos futuros, como um passado em mim.
Ah, e que belos foram esses intervalos de tempo, ainda por acontecer, em ti.
Se isto não faz sentido? Ai meu Amor que, de facto, não faz. Mas, coisa alguma é lógica e racional neste mundo que é o nosso.
Agrada-me a irracionalidade das palavras, a mente pouco sã e os sonhos nada reais. Ah, que agrado me é toda a situação, sem sentido ou futuro, que em mim tenho.
Creio, no meu íntimo, que esse doido devaneio seremos nós e nosso belo futuro...!
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