A atração repele-me. O sentimento repugna-me. O sofrimento - quão ridículo é.
A beleza subjetiva e a maneira como a contemplam deixam-me num desatino sem igual.
O amor, tão igual ao ódio, tento manter longe em mim. Que desgraça amar - ou odiar - algo ou alguém. Que perigo amar-te (ou odiar-te). E compreender!, que horror. Se te compreender, se compreender o mundo, quanto de mim perderei. Temo amar e perder-me na emoção. Não!, jamais me poderei dar esse luxo - minh'alma não suportaria.
O depender de um corpo que não o meu, querer uma alma que não a minha e morrer!, morrer pelos lábios de outrem - horror supremo.
Não sentir - tão bom! Não te desejar - que maravilha! E que mentira tão dolorosa estas palavras são...
Oh, sim, uma mentira, um engano, uma falsidade, porque, meu Amor, desejo-te... se desejo! Desejo-te mais do que me desejo e sonho-te mais que em meu sono.
Se me fosses... Quão prazeroso seria! Todos meus desejos, todos teus pecados... Que perfeição seriam juntos.
O amor que ainda não sinto, o beijo que ainda te não dei e as juras de amor que jamais trocaremos fazem-me ser!
Que vício desprezível me és. Que dependência te tenho.
Tudo o que odeio, desdenho e condeno sinto por ti. Certamente não deveria. Com certeza é(s) um erro, mas que posso eu fazer?
Tão pouco sei acerca das coisas do coração, ainda assim, tanto sinto em mim.
Emoções confusas, contraditórias, apavorantes. E o nome, aquele que ecoa na mente, a todo o momento e que tão indisposta me deixa.
És tu, meu Amor, a razão da perda de minha razão, o batimento de meu coração e o abandono de minha alma.
Então, por favor: toma-me e não me devolvas.
Sem comentários:
Enviar um comentário