sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Ah!

Ah!

Deixo frases inacabadas, vidas penduradas, amores por confessar.
A companhia oprime-me, o sentimento apavora-me.
Ah, que se lerem minhas notas, lerão meu pensamento e, pior!, meu coração sincero.
Tantos corpos me rodeiam e nenhum deles é o teu. Uma pena, um infortúnio da vida, uma partida do destino - atrevo-me a dizer.
Ridiculamente, quero-te. Ridículo porque és tudo o que nunca quis; mas, oh!, se ter te pudesse, minha alma seria a mais afortunada das almas. E meu coração, tão feliz seria... Oh, se seria...
Desejo, um dia, ter a coragem de te dizer tudo o que me atravessa a mente nas largas noites de insónia e preenche meu coração quando meu olhos encontram os teus.
Oh, o sentimento! Esta felicidade incomparável!, que me faz sonhar, ser, maior!
Em meu coração sou do tamanho do mundo. Sou todos os sonhos vividos, todas as paixões sentidas, toda a felicidade extrema do ser.
Que completa me sinto junto de ti!, ainda que separados estejamos. Que aconchego me é teu perfume (se ao menos o pudesse abraçar...).
Em todas as falhas quotidianas, em todos os desejos impossíveis e em toda a desgraça de meu amor, sou feliz... Feliz por te não ter e, ainda assim, te poder sentir; Feliz por te amar, mesmo que não me ames.
Oh, meu Amor, não há maior bênção que te amar. E, ah, jamais haverá revés capaz de se sobrepor à tão prazerosa satisfação que é esta paixão sentir...!

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