Erros e infortúnios preenchem o meu ser. Erros belos, sonhos de vida que chocam com o coração e seus feios desejos.
Falho de maneira perfeita querendo acertar da maneira mais errada.
Uma palavra negada, suprimida pela ação insensível. Um sentimento escondido, na vã esperança que se perca.
Não consigo parar de te desejar, mas não ouso ceder ao desejo.
Sonha-me. Sê-me. Escreve-me ou, quem sabe, poesia-me. Ama-me.
Deixa-me ser tua, sem nunca deixar de me pertencer. Deixa-me amar-te, só, perdidamente como nada nem ninguém jamais amou. E, deixa-te ser meu, sempre, puro e perfeitamente imperfeito.
Peco no desejo. Perco-me no sentimento. Mas eu não sinto!, não posso, não quero, não me atrevo.
Tão perto te tive e tão longe estás.
Um abismo de sonhos, erros e almas nos separam. Desgraçados abismos! Quão feliz era se não existissem...
Hesito.
Pondero ser-te, entregar-me aos tais abismos e confiar, não na razão, não na sorte, mas no coração. Coração que jamais cederá ao corpo e suas ânsias.
Sonho!, vivo o sonho!, mas o não sinto.
Sinto, somente, uma desgraça desastrosa por não te poder escrever. Oh, se eu te escrevesse... Tão belo poema serias, nu, cru, cheio de amor para (me) oferecer. Mas não (te) escrevo, minha razão não o permite.
Então, vivo-te, sou-te no coração; respiro-te, amo-te na alma. E, no corpo, afasto-te para meus sonhos poder sonhar...!
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