Vou-te querendo em segredo. Vou-te amando despercebidamente - tão despercebidamente que nem eu me apercebo de tal sentimento.
Vou-te sentido discretamente e chorando silenciosamente todo o amor em meu coração.
Não me ouves? Oh, não ouves meus olhos? Se os ouvisses, quanto de minha alma conhecerias. Mas que há para dela conhecer? Apenas pó - de estrelas, de paixões, de sol, de vida. Pó é tudo o que me tenho. O resto, por ti, teus olhos e teu perfume me foi levado.
Serei, reduzida às limitações de meu ser, todo o calor que precisares e todo o aconchego necessário num dia mau. Aconchegar-te-ei aconchegando-me e serei mais, maior, feliz!
Escrevo tudo o que já escrevi e continuarei a escrever, por ti.
Oh, quanto desejo que me leias: meus pensamentos, minhas palavras, meu amor.
Lê-me e escreve-me.
Escreve-me com teu toque, poesia-me com teu beijo e abandona-me na promessa de um breve regresso.
Ah, quão precioso és... Uma preciosidade em meu coração, minh'alma, meu ser. Que, se julgam as estrelas a perfeição, não te conhecem, meu amor. E, se à lua prometem sorrisos, a ti prometeriam vidas. Pois nenhum astro será mais belo, brilhante e fascinante que teus olhos cintilantes, tão cheios de confiança.
Confia-me. Juro não desconfiar. Confia-me e confiar-te-ei todo o nada cheio de emoção que sou.
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