terça-feira, 1 de setembro de 2015

Não sei quanto tempo mais terá a noite. Não sei quando nascerá o sol e tocará o despertador. Não sei quando acabará o sono, mas temo o seu fim.
Achei-me parada nos breves segundos prazerosamente intermináveis. Julguei possuir o mundo e todo o seu tempo. Poderia eu estar mais errada?
Voei, sonhei, vivi - sem nunca olhar para o relógio. E não é que o tempo voou comigo, sem nunca olhar para mim?
Tudo acabará em breve . Acordarei deste sonho e nunca mais o sonharei.
Como pode este tão belo momento proporcionar um depois tão devastador? Eu não quero acordar!
É apenas o princípio do fim daquilo que nunca começou. É o princípio do fim de todo o tempo que nos resta.
Quanta mágoa! Não quero crer neste desastroso presente. Todos os sonhos chegam ao fim. Tudo o que me faz feliz tende a partir. Já tenho saudades!, - do tempo em que não foste meu, das palavras que não dissemos e dos olhares que ficaram por cruzar.
Ainda não partiste, mas já me levaste.
Sobrarão as memórias: do cheiro, do riso, do sabor, do brilho. Sobrará a memória de tudo o que levaste de mim.
Por favor, leva também estas recordações, antes que me atormentem a madrugada.
Não quero ficar e ver-te partir. Não te quero ver partir.
Conto, então, todas as horas, minutos e segundos que faltam para te deixar.
Perdoa-me meu amor, deixar-te-ei antes que me abandones.

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