Não vivo uma triste história de amor. Não experiencío um belo conto de fadas. Existo numa vida perfeita cheia de falhas.
Desesperadamente perdida nos desamores da distância - estou.
Loucamente apaixonada por corações inexistentes - sou.
Egoísta, minha, sofredora e amante - vivo.
Desejo, não só o carnal, mas a alma. Que paixão possuo por almas - cheias de luz, repletas de escuridão, limpas e puras, sujas e tão pecadoras. Poderei eu algum dia possuir a alma?
Não peço muito, não peço a de outrem - só a minha. Oh que falta me faz minh'alma! (Mas não nego o prazer que seria possuir também a tua.)
Voaste, longe, sem sentimento.
Corações de amor, corpos rendidos, mentes paradas, almas perdidas - deixaste.
Corações de amor, corpos rendidos, mentes paradas, almas perdidas - te deixaram.
E a falta que sinto, o vazio que preenche, um dia voará, nas asas do vento e na popa das ondas até ti. Nesse lamentável dia, meus olhos chorarão por ti, enquanto meu coração desamoroso te contemplará num lapso de sentimento.
Desejo-te longinquamente perto. Quero-te longe em mim. Tenho-te como nunca quis.
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