Prometo que não te sentirei falta. Prometo que nunca terei saudades. E garanto-te que, por nem um segundo, lembrarei o teu nome.
Serás sempre o passado mais belo da minha breve existência. Serás sempre a melhor tentação à qual fui obrigada a resistir.
Não serás nunca uma memória ou recordação que atormenta o sono durante a madrugada ou que surge nos devaneios do monótono entardecer.
Esquecer-te-ei quando o sol se puser. Entrego-te e deixo que ele te leve.
A maior tragédia de toda esta existência é que o sol levará também parte de mim.
Não te perdi - nunca foste meu -, perdi-me. Aquele, aquilo que tanto demorei a reparar, a controlar é-me levado - não pelo sol, mas por ti.
No entanto, por muito trágico que seja, prefiro-o assim. Prefiro perder parte de mim que guardar parte de ti.
És tudo o que quis no momento que nunca desejei. És tudo o que pedi no tempo mais inconveniente.
Vida, breve vida.
Não vou reclamar, lamentar. De que me serve a insatisfação perante um destino se eu o não controlo?
Oh destino, se me ouves: Leva-o, rápido. Não quero correr mais riscos. Não quero falhar as minhas juras. Leva-o agora e eu prometo que nunca mais lembrarei o seu cheiro, ouvirei a sua voz, sentirei os seus lábios. Leva-o e prometo que será para sempre teu - somente teu.
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