Apaixonei-me por ti no momento em que te vi. Não o soube de imediato. Não o soube nas seguintes vezes. Não o soube nenhuma das inúmeras vezes que os nossos olhares, por breves segundos, se trocaram. Nunca o soube enquanto te tive perto. Sei agora. Sei agora que não vejo o brilho destemido dos teus olhos, nem ouço a tua tímida voz. Sei agora que não te tenho por perto.
Nunca te tive comigo. Nunca te tive do meu lado. Nunca te tive assim tão perto. E por muito que as nossas mãos e olhares se toquem, continuamos a anos luz de estarmos realmente perto. Mas, por poucos segundos, por poucas palavras, esse perto físico tão interiormente longínquo, era tudo o que precisava.
Em cada olhar revelava-te parte da minha essência. Em cada sorriso roubavas mais uma parte de mim.
Quis-te. Quero-te. Desejo-te. De qualquer forma. De todas as maneiras.
Não quero demasiado. Não peço demasiado.
Só quero mais um sorriso, um olhar, uma palavra - tudo à distância de duas almas desconhecidas e distintas.
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