Sinto-me completa. Não me falta nada.
Não há nada de novo aqui, não para mim.
Já escrevi todas as palavras. Já sonhei todos os sonhos. Já senti todos os cheiros e já vi tudo o que havia para ver.
Não há nada de novo aqui, não para mim.
Não há nada mais para me preencher. Sinto-me viva. completa. Não me falta nada, tenho tudo.
Tenho o perfeito equilíbrio presente no meu ser.
Há uma imensa falta de vontade de prosseguir nesta caminhada circular. Estou cansada de ver, sentir, cheirar, ouvir o mesmo. Já sei de cor todos os caminhos, atalhos, cheiros e sensações. Conheço, como a palma da minha mão, todas as plantas, pedras e ventos que encontro nesta caminhada. A luz do Sol não muda. As formas das nuvens mantêm-se inalteradas. O vento sopra sempre da mesma forma, faz sempre o mesmo som. Os pássaros cantam sempre a mesma melodia. E as folhas, oh as folhas, caem sempre da mesma maneira.
Quero dormir, descansar e sair daqui. Sonho, sempre, com o que está para lá desta realidade.
Não quero morrer, não quero nascer - quero evoluir.
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