quinta-feira, 28 de maio de 2015

XIII

Por vezes penso em desistir do real e entregar-me à imaginação. Por momentos, uma vontade louca de desistir do mundo e mergulhar nas letras e no papel consome-me. São esses pequenos momentos de insanidade que me fazem duvidar do mundo, de mim. Talvez esses momentos não sejam assim tão loucos, talvez sejam os únicos lúcidos que tenha.
Deixar todo o materialismo, convenções imposições moralistas impostas por uma sociedade imoral. Largar toda a pressão, libertar-me das correntes de expectativas e, por fim, viver.
Quero viver no meu mundo, com os meus ideais, sonhos e objetivos - quero apenas ser livre no meu mundo, nas minhas palavras, na minha folha.
Sonho com a loucura de escrever a minha própria história - sem mas, sem reticências, sem regras. Escrever só, livre, sem pressão, sem o certo ou errado definido pela hipócrita sociedade. O que é o certo? O que é o errado? Porquê?
Quem define, separa, o bom do mau?, o certo do errado? A sociedade definida por rótulos e estereótipos?
Serei eu a louca? Serei eu quem perdeu a cabeça? Será assim tão insano querer pertencer ao papel e viver com as minhas próprias restrições?
Talvez o tenha de perguntar à tão perfeita sociedade.

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