Jurei um dia ter amado. Cantei e escrevi todo o amor que jurei sentir. Que tola fui!, ao achar que sabia o que era amor. Sei agora - e oh!, que encontrei o amor da minha vida.
Ridícula sou nesta afirmação disparatada dita de coração acelerado e sentimento a transbordar os olhos.
Ah!, que aperto no peito, que ansiedade, que falta de ar!
Mas repito-o, baixinho, para ninguém me ouvir: em ti encontrei amor. Em ti e nessa alma tão velhinha pela qual a minha desesperou. Os gritos em mim foram abafados, o desejo de abandono não existe mais e o coração partido... Oh, que não está já.
Esta plenitude da alma enlouquece-me, no entanto. Meu abandonos tornaram-se em meus medos e meus desejos prazerosos não passam agora de inseguranças descabidas..
Ah, que desgraça! Eu que prometi que não serias desgraça em mim, sou agora desgraçada em ti.
Saberei eu sequer amar?
Talvez não. Mas que me sinto presa na alma mais livre, acorrentada ao sentimento mais bonito e com medo do corpo mais seguro.
Oh, mas e se me perder? Que farei eu se me perder de ti?, eu, que já me perdi em ti.
Hoje afirmo, sem medo, que te amo. E afirmo, a medo, que não havia amado ainda.
Ah, que se fores o amor da minha vida, não partas nunca - minh'alma não resistiria.
Ah, e que se fores o amor d'uma vida toda, não abandones nunca - minh'alma morreria.
E, meu amor, se te fores, leva-me contigo - nem que me tenhas que matar em ti.
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