A necessidade humana de ter conhecimento futuro desconcentra-me a alma. A curiosidade excessiva e o medo do desconhecido não fazem sentido em minha cabeça.
Por que haveria alguém querer viver uma vida sabendo o seu desfecho?
A maravilha da existência reside no desconhecimento desconhecido. Fascina-me passear em países que me são estranhos e viver os olhar de alguém que nunca vi. Sofro com o não saber onde vou, nem se/que companhia terei. E é esse sofrimento, que não provoca qualquer tipo de dor, que me dá um entusiasmo inexplicável.
Talvez isto seja apenas imaturidade de uma alma bem velhinha.
Não me falta nada nem ninguém, à exceção de uma explicação para a preocupação dos corpos que me rodeiam.
Deixa-me louca a necessidade que as pessoas têm de criar ideias e julgamentos acerca de tudo o que não conhecem. Tão mais viveriam se apenas a sua vida vivessem.
Mas quem sou eu para o dizer? Eu, que perco anos de minha existência perdida no desconhecido de qualquer alma que me atraia e quaisquer olhos que me leiam.
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