quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Follemente

Nas noites desassossegadas desaparece o pensamento e o coração enche-se de um terror amoroso.
Nas insónias da alma perco-me num qualquer coisa semelhante a paixão.
Temo-o, adorando-o.
Oh, que o adoro porque é tão à tua semelhança e o temo pela mesma exata razão. Não aguentaria voltar a desejar-te.
Vejo-te, agora, enquanto contemplo algo que não (re)conheço. (Que pânico! Que horror!)
Fecho os olhos e abraço-te como outrora abracei; E repouso em teu peito como outrora repousei; Oh, e beijo-te carinhosamente; E que saudades tinha de ti, de nós.
Fecho os olhos, sonho, sorrio. E, por breves momentos, volto a viver tudo o que não vivemos.
No entanto, nos poucos momentos lúcidos que tenho, perco-te, sem nunca te perder e deixo de te ver, mas nunca te perdendo de vista.
Meu amor, se és tu, fica, por favor, mas deixa-me ir. Não voltes a tomar-me ou fazer-me te, loucamente, querer (,) amar.
Entretanto, vivo na incógnita, sendo-te repetidamente, olhando-te apaixonadamente, querendo-te estupidamente. Mas nunca, jamais, te amarei novamente.

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