quarta-feira, 6 de abril de 2016

Principessa

As saudades do (im)possível infinito;
As saudades nos olhos dos olhos de um alguém longinquamente inexistente;
Ah, e a dor!, a mágoa!, todo o sentimento em ebulição dentro de um coração que nunca ousou bater.
O amor tão forte nunca sentido;
O amor nunca antes visto e tão estupidamente banal.
O desejar de uma alma mais que dum corpo; E, oh, o desejar mais puro, bonito e egoísta de uma essência!
As palavras que não fluem; o turbilhão acumulado; o nó na garganta, tão cliché e sentido pelos corpos em sofrimento. E, por fim, as lágrimas que borram a tinta e desfocam a imagem.
Ah, quão bom seres tu! Ai, que se pudesse, ser-te-ia também sem qualquer hesitação.
Meu Amor, tu que não lembras meu nome, não recordas meu cheiro e jamais (re)pensarás em alma minha, amo-te.
E que horror!, esta palavra, tão banal, vazia e, ainda assim, tão sincera e cheia. Em momento algum a pensei usar numa folha onde teu nome está presente e teus olhos atormentam.
Perdoa-me. Perdoa-me o sentimento, a alma e até o coração que me levaste. Ah, perdoa-me e deita-me ao nada que sou.
Princesa de terras baldias, Poetisa de folhas vazias e Amante de quem não existe mais.
Ah, que meus pecados meu amor atormentam e meu amor atormenta-me a existência.
Talvez, um dia, te esqueça com o pôr do sol. Talvez, quem sabe, a brisa leve teu perfume mar a dentro. E, esperançosamente, aguardo o dia em que te confessarei meu amor e não te amarei mais.

Sem comentários:

Enviar um comentário