terça-feira, 1 de julho de 2014

Um nada qualquer

Apetece-me escrever. Apenas escrever. Não tenho assunto. Não escreverei sobre nada nem ninguém. Desenharei apenas letras na minha folha.
Hoje escrevo sem assunto, escrevo apenas por prazer, por piada. Dá-me gosto ver as palavras soltas pela folha. Um amontoado de letras e sinais de pontuação espalhados. Não existe coesão entre as frases, nem mesmo entre as palavras. Nada faz sentido.
Nada faz sentido, nem mesmo a vida. A vida, como um texto despropositado e sem assunto, é composta por amontoados de pequenos nada sem sentido e coesão.
A vida, tal como a escrita, é vivida sem objetivos, sem qualquer sentido ou propósito - é vivida só pelo prazer, pela piada.
Então vivamos a vida como escrevemos um texto. Vamos apenas preencher os espaços em branco com um qualquer coisa que nos dê prazer, que nos faça sorrir - mesmo que esse qualquer coisa não seja nada, não faça sentido.
Só importa o momento, só importa o agora - o que queres agora, o que sentes agora, o que precisas agora.
Agora continuo a escrever e este qualquer coisa a que muitos chamam de texto faz cada vez menos sentido, mas que importa isso? Não importa, porque é o que quero agora, o que sinto agora, o que preciso agora.

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