Preciso de escrever, não posso parar, não agora. Parar é desistir, parar é perder.
O mundo está muito parado, está demasiado calmo. O tempo custa a passar e eu não sei mais o que fazer.
Passo as horas a encarar o papel. Olho-o nos olhos e tento ler o que tenho que escrever, mas o papel está vazio tal como a caneta. Ou talvez seja eu, talvez eu seja a úncia nesta sala que se sente, está, vazia.
Um olhar repleto de nada , uma folha em branco, uma caneta pousada.
Não há palavras, não há sentimento, não há inspiração - há o nada.
Há o nada que respiro, o nada que tenho na minha mente. As palavras fugiram de mim, fugiram todos de mim.
Sobram lágrimas que são derramadas sem razão. Lágrimas que molham a face pálida, a folha branca.
Aqui ficarei, à espera que as palavras voltem, à espera que o sol brilhe, à espera que as lágrimas sequem. Aqui ficarei à espera da inspiração.
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