quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Vidros

Vidros espalhados pelo chão. Vidros com sangue, dor. Mãos cortadas. Pequenos estilhaços cravados na palma da mão.

Lágrimas a molhar o rosto. Face pálida ainda sem reação.
É o caos. Num instante ela podia jurar que tudo estava bem. Encontrava-se no jardim a tratar das vermelhas rosas com cuidado para não de picar. Num piscar de olhos, tudo desapareceu. Vidros partiram-se, feriram-na. Aqueles breves segundos pareceram-lhe a eternidade.

Quando tudo acalmou ela olhou em volta e, para além dos estilhaços e do sangue, só viu o nada. Ela conhecia aquele lugar - infelizmente era-lhe demasiado familiar.
Vidros quebrados como frágeis promessas. Sangue espalhado como a dor de uma promessa quebrada.

Vidas perdidas, corações magoados.
Promessas desfeitas, vidros espalhados.
Amargura e dor, cenário ensanguentado.
Eu perdida, eu sem ti.

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