terça-feira, 17 de setembro de 2013

Papel

Dou por mim cansada, de joelhos, farta de tentar. Dou por mim perdida na confusão da minha cabeça, na falta de confiança. Uma voz diz-me que não sou capaz, que nunca conseguirei alcançar os meus objetivos, realizar os meus sonhos. Por vezes, em dias piores, ela faz-me crer que é essa a verdade e deixo-me ir abaixo.
Frias lágrimas molham-se o rosto - lágrimas de fraqueza, de desistência, de medo. Choro até soluçar, até o ar me faltar.
Depois de me acalmar escrevo, desabafo com o papel. Conto à caneta tudo o que sinto e ela pede ao papel para me ajudar. Choro enquanto as palavras surgem, enquanto são desenhadas. Choro, mas desta vez de alívio, de força. A voz foi abafada pelo som das letras, letras essas que me dizem que não vou desistir, que vou lutar para conseguir o que quero. É isso que decido fazer- vou ser forte. Sempre que cair, volto a levantar-me. Vou correr atrás dos meus sonhos, daquilo que quero e nada me vai impedir.
Não voltarei a ceder, não voltarei a fraquejar, não voltarei a estar sozinha. 
Enquanto o papel não acabar, enquanto a tinta não falhar, eu não vou cair, eu não vou desistir.

Sem comentários:

Enviar um comentário