segunda-feira, 1 de julho de 2013

Rasto de Sangue - cap 13

Acordei com os raios de sol a baterem-me na cara. Estava num quarto grande, com um enorme roupeiro de parede e uma cama de casal onde cabiam umas três ou quatro pessoas. A casa estava silenciosa, o único som que ouvia era o cantar dos pássaros lá fora. Fiquei bastante tempo a olhar para o teto, mas o meu olhar focava-se noutro sítio - focava-se no passado. Tentava recordar aquela noite mas não conseguia. Desisti. Aquilo acabaria por me deixar louca. Levantei-me, tomei um bom banho quente e preparei o pequeno almoço. Quando cheguei à cozinha (também esta grande) encontrei um bilhete em cima do balcão:

Bom dia anjo, desculpa não estar aí para te ajudar mas surgiu um imprevisto e tive mesmo de sair. Lembra-te, esta casa também é tua, fica à vontade, não demoro.
Beijo grande, Jensen

"Ao menos tomo um pequeno almoço decente" , pensei eu fazendo troça dos dotes culinários de Jensen, ou melhor, da falta deles.
Fiz um sumo de laranja e panquecas. Liguei a televisão, eram 10:00h. Tinha dormido demasiado, mas também não tinha nada para fazer, não tinha nenhum compromisso - nem a casa podia limpar, mais limpo que aquilo era impossível.
Resolvi ficar-me pela televisão. Vi séries, filmes. O relógio já marcava 14:15h e Jensen continuava sem aparecer. Fui à janela. Estava um dia lindo e eu ali presa. Não podia sair, ou não devia, por muito que quisesse. Comi, vi mais filmes. O tempo custava a passar, sentia-me sozinha. Além disso, estava preocupada com o Jensen, onde estaria ele?

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