Levantei-me da cama enquanto ele ainda dormia. Deixei-lhe um
bilhete em cima da mesa de cabeceira – um bilhete de despedida, de sinceridade.
O meu bilhete dizia:
“ Bom dia. Poderia fazer
um discurso bonito, sentimental, mas sabes que não tenho muito jeito par
tal. Queria começar por te agradecer – agradecer pelas vezes que me fizeste
sorrir, pelas conversas sinceras, pelas brincadeiras, pelas palavras de apoio.
Queria apenas agradecer-te por seres tu.
Sinto que chegou a hora de te dizer toda a verdade, ou pelo menos tentar. Há muito que luto contra mim, contra o que sinto. Há muito que quero voltar a olhar para ti como um simples amigo, mas não consigo. És aquele que me faz rir tanto como chorar. És aquele que quero que desapareça mas que fique comigo para sempre. És simplesmente aquele.
Deixo-te tudo escrito pois o meu dom não é o de falar, pois quando chega a hora da verdade a voz falha, as pernas tremem, o coração acelera. Fica com este bilhete, guarda-o e nunca te esqueças de mim, do meu nome, da minha voz, do meu riso, das minhas lágrimas, dos nossos momentos – apenas nunca te esqueças.
Não sei se nos voltaremos a ver e despeço-me com palavras, palavras que nunca te direi.
Num dia ventoso vai até à praia, rasga esta folha e deita-a fora, na direção do mar. Porquê o mar – perguntas – porque é ele o meu melhor amigo, porque é ele que me vai levar, é ele que me vai fazer esquecer, é ele que me vai animar.
Desculpa por qualquer coisa,
Assinado: Ji ”
O certo é que nunca mais o vi, no entanto a saudade não se ausenta, o coração não o deixa, a cabeça não pára. Oiço a voz dele quando a onda rebenta, sinto o seu cheiro quando o vento sopra, vejo a sua face a toda a hora na minha mente.
Sinto que chegou a hora de te dizer toda a verdade, ou pelo menos tentar. Há muito que luto contra mim, contra o que sinto. Há muito que quero voltar a olhar para ti como um simples amigo, mas não consigo. És aquele que me faz rir tanto como chorar. És aquele que quero que desapareça mas que fique comigo para sempre. És simplesmente aquele.
Deixo-te tudo escrito pois o meu dom não é o de falar, pois quando chega a hora da verdade a voz falha, as pernas tremem, o coração acelera. Fica com este bilhete, guarda-o e nunca te esqueças de mim, do meu nome, da minha voz, do meu riso, das minhas lágrimas, dos nossos momentos – apenas nunca te esqueças.
Não sei se nos voltaremos a ver e despeço-me com palavras, palavras que nunca te direi.
Num dia ventoso vai até à praia, rasga esta folha e deita-a fora, na direção do mar. Porquê o mar – perguntas – porque é ele o meu melhor amigo, porque é ele que me vai levar, é ele que me vai fazer esquecer, é ele que me vai animar.
Desculpa por qualquer coisa,
Assinado: Ji ”
O certo é que nunca mais o vi, no entanto a saudade não se ausenta, o coração não o deixa, a cabeça não pára. Oiço a voz dele quando a onda rebenta, sinto o seu cheiro quando o vento sopra, vejo a sua face a toda a hora na minha mente.
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