Fizeste tudo o que conseguiste para me conquistar e depois abandonaste-me. Deixaste-me sozinha no teu jardim, deixaste-me abandonada no teu labirinto. Dei voltas e voltas para encontrar uma saída, caí vezes sem conta para encontrar uma saída - não consegui. Prendeste-me neste lugar outrora belo. Prendeste-me aqui e mostras-te que, afinal, é apenas um jardim repleto de mágoas, de lágrimas, de sangue - diz-me, quantas conseguiste aqui encurralar? Quantas princesas fizeste tu chorar, suplicar por as deixares ir?
Eu estou cansada. Cansada de procurar, cansada de me tentar libertar. Perdi todas as forças e agora choro. Choro como de certo muitas já choraram, sofro como de certo muitas já sofreram.
Chove. Já há algum tempo que cai esta água e mesmo assim, todas as flores do jardim continuam secas, murchas. Todas as flores estão prestes a morrer - tal como eu. Sinto-me como elas: com sede, repleta de dor, sinto falta de um carinho, de alguma preocupação. Tal como elas, eu estou a morrer.
Meu amor, se isto for fim, obrigado. Obrigado por me mostrares aquilo que és, obrigado por me teres conseguido fazer feliz, obrigado por me deixares morrer no teu Jardim.
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