sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Livre!

Agradeço à inspiração por nunca me deixar. Agradeço-lhe por preencher as minhas noites vazias.
Nada mais belo que tu. Nada mais belo que o som da caneta a riscar o papel  no início da madrugada. Pequenos prazeres da vida.
Quão maravilhoso isto é!
Quero viver para sempre só para puder escrever!
Escrevo e sou livre. Escrevo e sorrio. Escrevo e sou feliz.
Quero perder-me nas letras! Quero aprender com o papel a dançar como a caneta e a assentar como a tinta!
Quero ser um rabisco, prosa, poesia - quem sabe, um livro. Surgir da imaginação, do sentimento, da mente. Navegar sem destino. Navegar só porque sim. Navegar até ao sol nascer. Perder-me e fugir sem sem sair do mesmo lugar.
A noite é longa e a música ainda agora começou.
Restam-me horas infinitas para dançar com as letras. Restam-me horas suficientes para ser feliz. 
Quero dançar!, cantar!, ser livre!, voar!, descobrir!
Sonho ser o sonho das letras. Sonho ser o sonho da inspiração. Sonho apenas, ser o sonho dos meus sonhos. 
A melodia das palavras invade o quarto escuro e vazio. Tanta música, tanta vida! 
Não quero dormir, não quero perder nenhum segundo desta madrugada.
Ela veio, veio para ficar. E esta noite somos só as duas, ao som da caneta e do papel.

2 comentários:

  1. Não sei a que sabe a tua pele.
    Não conheço a textura dos teus lábios.
    És anjo.
    És sonho.
    és mulher.
    Vives na Terra do Nunca,
    E não me deixas tirar os pés do chão.
    Á força da tela que pinto,
    A tua pele sabe a violeta.
    Os teus lábios com um toque de seda a nuca me acariciam.
    E esse teu cheiro...
    Cheiras a sinfonia de Ludwig Van,
    Com um cocktail de sedução à mistura.
    Com o cruzamento das nossas quatro íris castanhas,
    Fico embriagado.
    Rasgo os teus algodões,
    Dispo-me de preconceitos.
    Envolvemo-nos num nó celta de braços e pernas,
    E olhamo-nos.
    Olhamo-nos nos olhos sem nada dizer.
    Sem nada (esconder).
    Ouvimos os pirilampos gritar em revolta,
    Em revolta conosco pois fizemo-nos brilhar.
    Relaxo os dedos no teu peito.
    Encosto os lábios ao teu ouvido,
    E hoje sou Camões.
    Com a tua mão nos meus cabelos
    E a minha
    Entre os teus joelhos
    Ficamos.
    Quietos.
    Desnudados.
    A lua foge e com ela foges tu também.
    Voas janela fora, com um compasso de espera,
    Olhando-me nos olhos,
    E sussurrando
    ''Eu desejo-te''.

    ResponderEliminar