Acordei assustada e deu-me um flashback do dia em que "matei" os meus pais. Eu lembrava-me de tudo. De um momento para o outro, recordei tudo.
- Jensen, eu lembro-me!
- Agora não, esquece isso, o meu pai está aqui, temos de ir embora!
- O teu pai? Mas ele...
- Vamos! - interrompeu ele.
Entrámos no carro e Jensen acelerou. Passamos rapidamente pelo pai dele, que ao nos ver voltou a entrar no carro.
- Ele está atrás de nós! - gritei eu - J, o que é isto? Porque é que isto está a acontecer? - inevitavelmente comecei a chorar.
- Tem calma, eu estou aqui, vai correr tudo bem, prometo.
Após vinte minutos de medo, fuga, aflição, conseguimos despista-lo.
- Para onde vamos agora? - perguntei.
- Esta noite ficamos num motel, depois logo se vê.
Parámos num motel à beira da estrada nacional. Depois de nos acalmar-mos fui falar com Jensen:
- Precisamos de falar.
- Desculpa, mas estou muito cansada e tu também deves estar. Amanhã resolvemos tu...
- Não! - interrompi. - Chega Jensen, chega! Eu sei quem matou os meus pais.
- Lembraste-te?
- Sim e... - comecei a chorar - Porquê J, porquê?
- Eu sei amor...
- Sabes o que? Sabes quem matou os meus...
- Os teus pais, sim, sei.
- E não me disseste nada?!
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