terça-feira, 11 de junho de 2013

Rasto de Sangue - capitulo 8

Olhei para o relógio, eram 18:36 horas.
- Melody, sente-se por favor. Está mais calma?
Que pergunta desnecessária, depois dos calmantes que me deram como haveria de estar?
- Sim estou.
- Ainda bem. Sente-se em condições de responder a algumas perguntas?
- Eu só me quero lembrar do que fiz. Eu só quero acabar com isto de uma vez.
- Tenha calma.
- Mais calma é impossível - os meus olhos continuavam pesados, a minha respiração era lenta e o meu tom de voz não tinha qualquer expressividade.
- Deite-se aqui -levou-me até à marquesa - Feche os olhos e deixe a minha voz guia-la. Comecemos pela sua infância... Sempre viveu com os seus pais?
Disse que sim com a cabeça.
- Alguma vez algo aconteceu lá em casa, algo que a tenha traumatizado?
A minha mente voava ao longo dos anos, ao longo das memórias. Lembrava-me dos meus pais, do nascimento da Ruby, de todos os momentos passados em família. Eramos tão felizes... Tínhamos as nossas divergências, as nossas pequenas discussões, mas nada fora do normal.
- Alguma vez os seus pais reprovaram a sua amizade com alguém muito importante para si?
Até nisso. Os meus pais sempre gostaram dos meus amigos, sempre os trataram como se fossem da família. Até do Jensen eles gostavam.
- Não... - abri os olhos - Nunca aconteceu nada, nós eramos a família perfeita, eu jamais faria algo que os pudesse prejudicar!
- Tudo bem Melody, agora... - o doutor foi interrompido pelo telefone. - Sim? Ahm, mande-o entrar. - desligou - Melody, tem uma pessoa que a quer ver.
Ouvi a porta a abrir:
- Jensen?!
- Melody!

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