Aos poucos fui perdendo a força e levaram-me para um quarto completamente isolado, chão e paredes brancas almofadadas, porta de metal com um pequeno vidro redondo no topo. Era o género de uma solitária e era bem pior do que parecia nos filmes. Cada segundo ali dentro pareciam horas.
Os calmantes tinham sido demasiado fortes, ainda sentia uma certa dormência um pouco por todo o corpo. A minha cabeça doía, latejava - sentia-me mal, estava sobre o efeito de drogas, era uma sensação horrível. Eu tinha de me levantar e tentar sair dali.
Enquanto ganhava forças reflectia sobre o que o Dr. Collins me dissera. Nada fazia sentido na minha cabeça.
Sim, eu lembrava-me de um cenário ensanguentado, mas em minha casa. Porque haveria eu de ir parar à quinta dos meus pais? Pior, porque haveria eu de os matar? Matar as pessoas que mais amava na vida, matar a minha única família, isso não era possível.
Ouvi alguém aproximar-se. Os meus olhos continuavam pesados.
Abriram a porta devagar. Pegaram em mim, tentei equilibrar-me:
- Vamos, o doutor quer vê-la.
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