sábado, 2 de março de 2013

Sozinha com as palvras

O mundo voltou-me as costas. Eu corri atrás dele, supliquei para que ele ficasse, pedi-lhe desculpa mas ele não voltou. O mundo voltou-me as costas e levou com ele aqueles que eu mais amava. O mundo voltou-me as costas e jurou não voltar. O mundo voltou-me as costas e deixou-me sozinha no vazio.
Gritei por aqueles que amava, chorei por alguma luz, supliquei por ajuda. Gritei o mais que pude, mas o silêncio abafou a minha voz. Chorei até mais não, mas  a escuridão não permitiu que reparassem em mim.
O mundo voltou-me as costas e deixou-me sozinha, para a eternidade. Todos os dias espero por uma luz para me guiar, todos os dias mantenho a esperança. Falo sozinha e espero por uma resposta que nunca vai chegar. Só queria fechar os olhos e acordar bem, junto daqueles que amo - acordar feliz como outrora aconteceu.
Se me perguntarem á quanto tempo aqui estou, não saberei responder. Pode ter passado um mês, um ano, um século - cada segundo aqui sozinha é uma eternidade. Posso não saber há quanto tempo aqui estou, mas sei que já passou o suficiente para que as palavras comecem a escassear, para que a tinta comece a falhar, para que o papel se comece a esgotar. Entretanto espero. Espero ansiosamente por alguém e enquanto isso escrevo. E continuarei a escrever até á tinta acabar, até ás palavras se esgotarem, até alguém me encontrar

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