Pequenas confissões de um autorretrato
Olhos
castanhos como a mais escura madeira, cabelo escuro, tal como os olhos.
Ela é baixa e sem pressa de crescer. Caminha por aí em passos largos,
como se tivesse pressa de chegar ao seu destino. Sua pele é morena, mas
não muito escura: sinceramente, é o tom mais encontrado no meio da
multidão.
Uma rapariga que consegue ser dura como a mais antiga
pedra, uma rapariga que aparenta ser honesta, verdadeira, fria. Muitos
dizem que ela é insensível mas não a conhecem. Essa rapariga anda
disfarçada. Finge estar sempre feliz, finge ser a mais dura e fria entre
as amigas, mas não é. Lá no fundo, embora lhe custe admitir, seu
coração palpita forte quando está com quem ama, o seu coração aquece,
ilumina-se quando vê alguém de quem gosta sorrir. As lágrimas vêm-lhe
aos olhos com a mais pequena cena, com o mais pequeno texto, com a mais
pequena e insignificante palavra. Mas ninguém precisa de saber. Todos os
aspectos psicológicos, todos os seus pontos fracos ficarão guardados,
trancados. São e serão sempre apenas pequenas confissões que ela faz ao
seu melhor amigo - o papel
gostava só de saber como é que a tua escrita é tão perfeita?
ResponderEliminarde perfeita não tem nada o:
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